Setores para filtro de disco a vácuo

O setor é o elemento filtrante do filtro a disco: a peça têxtil em forma de leque que veste cada segmento do disco, retém o sólido e deixa passar o filtrado sob vácuo. Também é chamado de saco para filtro de disco, tela para filtro a disco ou tela para filtro rotativo a disco — é a mesma peça. A Remae tece e confecciona setores sob medida para o disco e o sistema de fixação de cada equipamento.

O filtro a disco é o equipamento clássico do desaguamento contínuo de grandes volumes em mineração, metalurgia e celulose. Sobre elementos para os demais filtros a vácuo — tambor, panela, nutsche, folha e Kelly —, veja elementos filtrantes.

Como o setor trabalha no disco

Os setores são montados em leque em torno de uma tubulação central, formando o disco que gira parcialmente submerso na polpa. A cada volta o setor cumpre três etapas: formação da torta enquanto está imerso, com o vácuo puxando o filtrado para dentro; secagem ao emergir, com o vácuo continuando a arrastar líquido pela torta já formada; e descarte, quando o vácuo é cortado e o sopro de ar inverte o fluxo para soltar a torta, raspada em seguida.

Isso põe o setor sob três exigências ao mesmo tempo: reter o sólido sem colmatar, deixar passar ar suficiente para secar a torta, e soltá-la inteira no sopro. Um tecido fechado demais retém bem e não seca; aberto demais seca e deixa passar finos para o filtrado. A vestimenta é o terceiro fator: setor folgado perde vácuo pelas bordas e a torta forma irregular; setor apertado rasga na costura ao longo dos ciclos.

Resultados a vácuo com tecidos Remae

Os casos abaixo foram medidos em leaf test — o ensaio de bancada que reproduz a formação de torta sob vácuo do disco e do tambor, com a folha submersa na polpa. Cada ensaio compara o elemento em uso com os candidatos sobre a mesma polpa, na mesma condição, trocando apenas o meio filtrante, e cada valor é a média das corridas, conferida contra o arquivo original do laboratório. Cada número vale para o material ensaiado, na condição ensaiada, e não se transfere para outro material.

Material filtradoUmidade da tortaGanhoTecido Remae
Talco flotado22,1% → 13,4%−8,7 p.p.4360-T
Lama de siderurgia29,0% → 24,0%−5,0 p.p.4233-TC
Concentrado fino apatítico19,6% → 15,1%−4,5 p.p.4233-TC
Lama em tratamento45,6% → 42,5%−3,1 p.p.1097-TE
Polpa alcalina16,2% → 14,0%−2,2 p.p.4545-T

No ensaio de talco flotado, os tecidos comparados sobre a mesma polpa entregaram tortas de 13,4% a 22,1% de umidade8,7 pontos percentuais de diferença sem mexer em equipamento, vácuo ou rotação, só no elemento filtrante. Cada ponto percentual a menos na torta é água que não vai para o secador nem para o transporte.

O acervo de ensaios a vácuo do laboratório reúne 93 ensaios documentados (2006–2026), entre eles concentrados de zinco, lamas de alto forno e de aciaria, concentrado fino apatítico, polpa ácida de nióbio, bauxita beneficiada, talco flotado, barita e rejeito de barragem.

Seu material não está na lista? Com uma amostra de 5 a 20 litros da sua polpa, o leaf test mede o número do seu processo antes de você investir na troca.

Especificação: fibra, construção e acabamento

A química do processo define a fibra antes de qualquer outra escolha — poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos têm janelas distintas de pH e temperatura, e fora da faixa o tecido degrada em semanas. Polpas ácidas de lixiviação, licores alcalinos e polpas quentes estreitam essa janela e são o primeiro dado que a especificação precisa.

Definida a fibra, a construção decide o comportamento no ciclo: monofilamento solta melhor a torta no sopro e colmata menos, o que favorece material fino e pegajoso; multifilamento retém mais finos e entrega filtrado mais límpido; construções mono-multi combinam os dois comportamentos. Os acabamentos completam: calandragem para desprendimento e limpidez, termofixação para estabilidade dimensional sob tensão — o que mantém a vestimenta justa ao longo da vida útil — e solda ultrassônica no lugar da costura onde o furo de agulha seria ponto de vazamento de finos ou de início de rasgo.

Confecção e vestimenta

O setor é confeccionado na geometria do disco: raio interno e externo, ângulo do segmento, sobras de costura e o sistema de fixação ao coletor, que muda de fabricante para fabricante. A Remae confecciona a partir do desenho do equipamento ou das medidas levantadas na peça em uso — inclusive recebendo o setor usado e limpo para levantar dimensões, quando o desenho não existe —, e valida por amostra dimensional antes da série.

Por que especificar com a Remae

O setor sai de quem tece o tecido: tecelagem, confecção e laboratório próprios em São Paulo desde 1956. Isso permite escolher a construção no acervo existente, ajustar o acabamento à etapa que está falhando (formação, secagem ou descarte) e confeccionar a peça na geometria exata do disco. Quando o caso exige medição, o leaf test compara o elemento em uso com os candidatos sobre a sua polpa, antes da troca.

Perguntas frequentes

Como escolher o tecido do setor para filtro de disco a vácuo?

Pela química e pela granulometria, nesta ordem. O pH e a temperatura da polpa definem a fibra; o teor de finos define a construção e a abertura; a etapa que está falhando define o acabamento — torta úmida demais pede mais passagem de ar, filtrado turvo pede mais retenção, torta que não solta pede melhor liberação. Com os dados do processo a Remae devolve a especificação; quando o caso pede, o leaf test mede o resultado sobre a sua polpa antes da troca.

Qual umidade de torta um filtro a disco entrega?

Depende do material, da granulometria e do tecido. Em leaf test com talco flotado, a troca do elemento levou a torta de 22,1% para 13,4% de umidade; em concentrado fino apatítico, de 19,6% para 15,1% — médias das corridas, sobre esses materiais, nessas condições de ensaio. Em minérios e rejeitos em geral, polpas de 35% a 80% de sólidos resultaram em tortas de 10% a 20% de umidade em ensaio. O patamar do seu material sai do leaf test com a sua amostra.

Setor, saco e tela para filtro de disco são a mesma coisa?

São. O elemento têxtil que veste cada segmento do disco aparece nos catálogos e nas compras como setor, saco para filtro de disco, tela para filtro a disco ou tela para filtro rotativo a disco. O nome muda com a região e com o fabricante do equipamento; a peça e a especificação são as mesmas.

O filtrado está saindo turvo. É o setor?

Pode ser, e há três suspeitos: tecido aberto demais para o teor de finos da polpa, dano mecânico no setor (furo, rasgo na costura, desgaste por raspagem) e vestimenta ou vedação frouxa, que deixa a polpa passar pela borda em vez de pelo tecido. A inspeção separa os dois últimos; para o primeiro, o ensaio comparativo mostra qual construção retém sem afogar a secagem.

A torta não desprende no sopro — troco o tecido?

Antes de trocar, vale checar a pressão e o tempo de sopro e o estado da raspagem, porque um sopro fraco reproduz o mesmo sintoma. Quando o ajuste não resolve, a causa costuma ser liberação ruim do tecido para aquele material ou colmatação progressiva, e aí o ensaio comparativo isola a contribuição do elemento: mede o desprendimento com o setor atual e com os candidatos sobre a mesma polpa.

Dá para comparar fibras diferentes antes de comprar o jogo inteiro?

Dá. É o uso mais comum do leaf test: sobre a mesma amostra de polpa, o laboratório mede o elemento em uso e os candidatos, comparando umidade de torta, tempo de ciclo, limpidez do filtrado e desprendimento. A comparação acontece antes do investimento no jogo de setores.

Orçamento

Envie os dados do processo — material filtrado, granulometria e teor de finos, pH e temperatura da polpa, modelo do filtro e número de discos — junto com o desenho do setor ou as medidas da peça em uso. Com isso a Remae devolve a especificação do setor, da fibra e da construção ao acabamento e à confecção para o seu disco.

Quanto mais completo o que chega, mais direta é a resposta: fotos do disco montado, do setor em uso e o histórico de troca ajudam tanto quanto os números. E quando o caso pede medição, a Remae propõe o leaf test, e aí entra a amostra de 5 a 20 litros da polpa.

Ensaio com a sua amostra antes da troca

Com uma amostra de 5 a 20 litros, o laboratório da Remae reproduz o seu caso e mede umidade de torta, vazão, qualidade do filtrado e liberação — o número sai antes de você decidir.

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