Lonas para filtro prensa
Lonas para filtro prensa são os elementos filtrantes montados nas placas do filtro: retêm os sólidos que formam a torta e deixam passar o filtrado. A Remae tece e confecciona lonas sob medida para cada equipamento e processo — mineração, química, fertilizantes, alimentícia, farmacêutica e tratamento de efluentes.
Como escolher a lona certa
A lona certa depende do material filtrado e da sua granulometria (em especial o teor de finos), do pH e da temperatura da polpa, da abrasividade e do equipamento — e o tecido, sozinho, muda o resultado: num ensaio comparativo de 6 tecidos sobre a mesma polpa, a diferença entre o melhor e o pior foi de quase 6 pontos percentuais de umidade final da torta. Com o tecido certo e o sistema de filtração bem calibrado, o ensaio chega a tortas com umidade abaixo de 10%, a depender do material filtrado.
A química do processo define a fibra antes de qualquer outra escolha: poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos têm janelas distintas de pH e temperatura — fora da faixa, o tecido degrada em semanas. Em meio agressivo, o ensaio de resistência química do laboratório define a fibra antes de qualquer comparação de construção.
Definida a fibra, a construção fecha a conta: monofilamento libera melhor a torta e colmata menos; multifilamento retém mais finos e entrega filtrado mais límpido; construções mono-multi combinam os dois comportamentos.
Resultados com tecidos Remae
A Remae acumulou um acervo de 577 ensaios de filtração documentados (2004–2026) sobre o material real de clientes — mineração, química, fertilizantes, alimentícia, farmacêutica e efluentes. Qualquer polpa sólido-líquido entra no ensaio; o que muda é qual construção de tecido resolve o seu caso.
Uma amostra desse acervo, trocando apenas o elemento filtrante — todos em tubo de pressão, o ensaio que reproduz o filtro prensa:
| Material filtrado | Umidade da torta | Ganho | Tecido Remae |
|---|---|---|---|
| Glúten (alimentícia) | 53,4% → 41,0% | −12,4 p.p. | 4520-T |
| Granito | 12,4% → 8,3% | −4,1 p.p. | 4384-TC |
| Sulfato de níquel (mineração) | 55,1% → 51,4% | −3,7 p.p.* | 4384-TC |
| Solução de sulfato de zinco | 48,3% → 45,2% | −3,1 p.p. | 4300-MFTC |
| Fertilizante (indústria química) | 19,5% → 17,1% | −2,4 p.p. | 4233-TC |
| Rejeito de mineração (zinco) | 14,4% → 13,3% | −1,1 p.p. | 4242-T |
* No mesmo ensaio do sulfato de níquel, com auxiliar filtrante (perlita, 5–10 g/1000 ml), a umidade chegou a 45,1%. Cada número da tabela é a média das corridas do ensaio, conferida contra o arquivo original do laboratório.
Seu material não está na tabela? É exatamente para isso que existe o ensaio: com uma amostra de 5 a 20 litros da sua polpa, o laboratório mede o número do seu processo — antes de você investir na troca.
Concentrado de zinco a cerca de 7,5%, granito a 8,3%, concentrado de cobre a 8,5% e rejeito de mineração a 9,9% mostram na prática as tortas abaixo de 10% em materiais que desaguam bem; em minérios e rejeitos em geral, polpas de 35% a 80% de sólidos resultaram em tortas com 10% a 20% de umidade em ensaio. E o ganho não é só umidade: num estudo de filtro prensa em minério de ferro, ajustar a pressão nas placas que danificavam o tecido elevou a vida útil do tecido em +178%.
Resultados de ensaio sob condições declaradas — referência técnica do que a escolha certa entrega; o número do seu processo sai do ensaio com a sua amostra.
Tipos, desenhos e acabamentos
A lona é dimensionada pelo equipamento, não o contrário. A Remae confecciona para filtros de placas de câmara e de membrana, nos desenhos que cada filtro pede: lonas simples, duplas ou interligadas, com ou sem vedação, com fixação por barra ou cordão e furação conforme a placa.
As construções partem de um acervo de mais de 300 construções de tecido próprias, com gramaturas de até 4200 g/m² e permeabilidade ao ar de 0,1 a 150 m³/min/m², conforme o artigo e o acabamento. Os acabamentos são definidos pela aplicação: calandragem para melhor desprendimento da torta e filtrado mais límpido, termofixação para estabilidade dimensional sob temperatura e tensão, e solda ultrassônica no lugar da costura — sem furos de agulha, sem ponto preferencial de vazamento de finos ou início de rasgo.
Por que especificar com a Remae
A recomendação sai do laboratório próprio. Com uma amostra de 5 a 20 litros da sua polpa, o ensaio em tubo de pressão reproduz a formação de torta do filtro prensa e mede umidade de torta, tempo de ciclo, qualidade do filtrado e desprendimento — comparando o tecido em uso com candidatos, antes de você investir na troca. É assim, com tecelagem e confecção próprias em São Paulo desde 1956, que a Remae especifica lonas para mais de 3 mil clientes.
Perguntas frequentes
Qual lona usar para rejeito ou concentrado com alto teor de finos?
Depende do teor de finos e do pH. Quanto mais finos, maior o risco de colmatação (blinding) e de passagem de sólidos no filtrado — a escolha equilibra retenção e liberação de torta, e é definida por ensaio com a amostra real.
Monofilamento ou multifilamento?
Monofilamento libera a torta melhor e colmata menos; multifilamento retém mais finos e entrega filtrado mais limpo. A escolha depende de qual problema o seu processo tem — e o ensaio comparativo mostra a diferença em números.
Minha torta está saindo com umidade acima do alvo. É a lona?
Pode ser. As causas mais comuns são tecido inadequado para a granulometria, colmatação, tempo de ciclo insuficiente e pressão ou sopro mal ajustados. O ensaio comparativo isola a contribuição do tecido: no comparativo de 6 tecidos sobre a mesma polpa, a diferença entre o melhor e o pior foi de quase 6 pontos percentuais de umidade.
Qual a menor umidade de torta que um filtro prensa consegue entregar?
Depende do material. Em ensaios com minérios e rejeitos, polpas de 35% a 80% de sólidos resultaram em tortas com 10% a 20% de umidade — e, com o tecido certo e o sistema de filtração bem calibrado, o ensaio chega a umidades abaixo de 10%: em ensaios de filtro prensa, concentrado de zinco a cerca de 7,5%, granito a 8,3%, concentrado de cobre a 8,5% e rejeito de mineração a 9,9%. Placas de membrana e sopro de ar empurram o resultado ainda mais para baixo. O piso do seu material é o que o ensaio com a sua amostra mede.
Lona para filtro de câmara e de membrana é a mesma?
Não. A placa de membrana comprime a torta e exige lona dimensionada para esse trabalho mecânico; a de câmara forma a torta apenas pela pressão de alimentação. Por isso a Remae confecciona por equipamento — tipo de placa, desenho, fixação e vedação.
Uma lona mais cara vale a pena?
A diferença de preço entre dois tecidos costuma ser de 10 a 15%, enquanto o impacto operacional — tempo de ciclo, umidade da torta, frequência de troca, paradas — é várias vezes maior. A conta se fecha com os números do ensaio, não com o preço de tabela.
Orçamento com ensaio
Envie os dados do seu processo (material, pH, temperatura, granulometria e tipo de placa) e, se possível, uma amostra da polpa. A Remae devolve um comparativo de tecidos com os números do seu material — e a lona confeccionada sob medida para o seu filtro.