Espátulas
A espátula de filtro prensa é uma ferramenta de polietileno para remover a torta residual que fica aderida às lonas entre ciclos. Por ser de polietileno, e não de metal, limpa a lona sem agredir os fios do tecido. É a peça certa quando o resíduo é o normal do ciclo e a lona ainda está em condição de trabalho.
A espátula é uma peça de projeto próprio da Remae: o molde é da Remae e a injeção em polietileno é feita por fábrica especializada. Quem desenha a ferramenta é, portanto, quem tece e confecciona a lona que ela limpa — e é dessa origem que vem a escolha do material.
Por que o material da espátula importa
A limpeza da lona é rotina de operação, e é na rotina que o dano mecânico se acumula. Ferramenta metálica risca e rompe fios do tecido, e cada fio rompido vira ponto preferencial de passagem de finos ou de início de rasgo. A espátula de polietileno remove a torta sem esse custo, porque o material não corta o fio sintético da lona.
Isso vale para qualquer elemento filtrante têxtil do prensa, seja lona de placa, tela de suporte ou pano de câmara. Poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos diferem em resistência química e térmica, mas nenhum deles resiste ao corte por ferramenta metálica.
Quando a espátula é a peça certa
A espátula resolve o resíduo normal de ciclo, a camada fina que sobra na lona depois da descarga da torta e que a operação retira à mão entre bateladas. Nessa situação, trocar a ferramenta metálica pela de polietileno é a medida mais barata para não encurtar a vida útil do elemento filtrante, porque depende só de uma escolha de ferramenta.
Há três situações em que ela não é a resposta. Torta que gruda de forma sistemática é problema de tecido ou de operação, e mais raspagem só antecipa a troca da lona. Colmatação, com os finos alojados dentro da trama, não sai por raspagem: pede lavagem, tratamento superficial ou outra construção de tecido. E lona já rompida, ou com passagem de finos, não volta ao serviço por limpeza.
Por que pedir a espátula junto com a lona
A espátula acompanha o elemento filtrante, e quem especifica a lona é quem sabe qual tecido está na placa, qual acabamento tem a superfície e como a torta desprende naquele filtro. A Remae tece e confecciona elementos filtrantes em São Paulo desde 1956, com mais de 3 mil clientes atendidos e um acervo de mais de 300 construções de tecido. É essa leitura do conjunto que separa o caso de ferramenta do caso de tecido, antes de a lona ser trocada por engano.
Perguntas frequentes
A espátula resolve torta que não desprende?
Não. A espátula é para o resíduo normal entre ciclos. Torta que gruda de forma sistemática costuma vir do tecido (construção inadequada, colmatação) ou da operação, e insistir na raspagem só antecipa a troca da lona. Envie os dados do processo (material, granulometria, pH e temperatura) e a Remae responde com a especificação do tecido. Monofilamento e acabamento calandrado, por exemplo, melhoram o desprendimento. Quando o caso pede medição, a Remae propõe o ensaio comparativo com a sua amostra.
Posso raspar a lona com ferramenta metálica?
Não é recomendável. O metal rompe fios do tecido, criando pontos de passagem de finos e de início de rasgo, e a lona passa a ser trocada antes da hora. A espátula de polietileno faz o mesmo serviço sem danificar o elemento filtrante.
Como aumentar a vida útil da lona?
Eliminando as fontes de dano mecânico e especificando o tecido pelo processo. O dano mecânico vem da ferramenta de limpeza, do ajuste de pressão nas placas e do atrito com o equipamento. A espátula de polietileno cobre a primeira dessas fontes; as outras duas são ajuste de operação e manutenção do filtro. O resto é especificação, com fibra compatível com o pH e a temperatura, construção compatível com a granulometria e acabamento que ajude a torta a soltar.
Qual espátula para o meu filtro?
A espátula acompanha a lona. Informe no orçamento o equipamento e as lonas em uso, e a Remae fornece o conjunto alinhado (elemento filtrante e ferramenta de limpeza).
Orçamento
Peça as espátulas junto com as lonas do seu filtro, informando o equipamento e as lonas em uso. E se a torta anda difícil de soltar, envie também os dados do processo: material filtrado, granulometria, pH e temperatura da polpa. Com isso a Remae devolve a especificação do elemento filtrante para o seu filtro.
Fotos do equipamento, da lona em uso e o histórico de troca pesam tanto quanto os números, e é o que chega junto que encurta a resposta. Quando o caso pede medição, a Remae propõe o ensaio de laboratório, e aí entra a amostra de 5 a 20 litros da polpa.