Desenvolvimentos têxteis

Desenvolvimentos têxteis são peças confeccionadas sob medida a partir dos tecidos técnicos da Remae (mini bags e bins, capas para equipamentos e carrinhos, bocais de mangueiras e bolsas protetoras). O que se personaliza é a peça: desenho, medida, corte, acabamento e fixação, com o tecido escolhido dentro do acervo de construções próprias da Remae. Com tecelagem e confecção próprias em São Paulo desde 1956, a Remae especifica o tecido pelas condições de trabalho e entrega a peça pronta.

Como um desenvolvimento é especificado

A especificação começa pelas condições de trabalho. As variáveis que definem o tecido e a confecção são o que a peça contém, protege ou conecta, a química do ambiente (pH, agentes de limpeza, respingos de processo), a temperatura de trabalho, a solicitação mecânica (abrasão, tração, peso) e as dimensões do equipamento real.

A química e a temperatura definem a fibra antes de qualquer outra escolha. Poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos têm janelas distintas de resistência, e fora da faixa o tecido degrada em semanas. Em ambiente agressivo, o ensaio de resistência química define a fibra antes da confecção.

Definida a fibra, a construção fecha a conta. O acervo reúne mais de 300 construções de tecido próprias, com gramaturas de 130 a 4200 g/m² e permeabilidade ao ar de 0,1 a 150 m³/min/m². As duas faixas descrevem o acervo inteiro, não um mesmo artigo: cada construção ocupa um ponto delas, do tecido que respira ao tecido que contém pó fino, conforme a peça pede.

O que é sob medida, portanto, é a peça. O tecido vem desse acervo, escolhido pelas condições de trabalho, e a confecção é desenhada sobre as medidas reais do equipamento. Tecer um artigo têxtil inédito, fora do acervo, é possível, mas depende de volume: só se justifica a partir de uma quantidade que a tecelagem consiga programar. Para a maior parte dos desenvolvimentos, a peça nova sai de uma construção que já existe, e é essa combinação que a Remae especifica.

O que a confecção própria resolve

Quando o equipamento é fora de série, o material é agressivo ou a peça não existe pronta, a saída mais rápida costuma ser uma adaptação de ocasião, que tende a durar menos do que a operação precisa. A confecção própria substitui a adaptação por uma peça desenhada sobre as medidas e as condições reais de trabalho. Exemplos do que a confecção entrega:

Mini bags e bins

Embalagens têxteis para movimentação e armazenagem de materiais em volumes menores que um contentor, dimensionadas ao material e ao fluxo de cada planta.

Capas para equipamentos e carrinhos

Proteção sob medida contra pó, respingos e atrito para equipamentos, painéis e carrinhos industriais, cortada sobre as medidas do equipamento real e no tecido que o ambiente pede.

Bocais de mangueiras

Terminações e conexões flexíveis em tecido para mangueiras e dutos, desenhadas a partir do ponto de acoplamento real do equipamento.

Bolsas protetoras

Bolsas para guardar e transportar peças, ferramentas e instrumentos que não podem chegar riscados, contaminados ou amassados ao ponto de uso.

Confecção e acabamentos

Os mesmos acabamentos que qualificam os elementos filtrantes Remae valem para os desenvolvimentos: calandragem para superfície mais lisa e porosidade controlada, termofixação para estabilidade dimensional sob temperatura e tensão, e solda ultrassônica no lugar da costura, sem os furos de agulha que criam ponto preferencial de vazamento de pó ou de início de rasgo. A confecção é por equipamento: corte, fixação e fechamento conforme a dimensão e o uso reais.

Por que desenvolver com a Remae

Tecelagem e confecção ficam no mesmo lugar, em São Paulo. Quem tece o tecido é quem corta e monta a peça, sem tradução entre um fornecedor de tecido e uma confecção terceirizada, o que encurta o caminho entre a condição de trabalho e a peça acabada. O laboratório próprio entra quando a peça encara química ou temperatura fora do trivial, definindo a fibra por ensaio em vez de suposição. É esse arranjo que sustenta as peças sob medida entregues a mais de 3 mil clientes atendidos.

Perguntas frequentes

Os tecidos são só de poliamida ou dá para usar outras fibras?

A Remae trabalha com poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos. A escolha é ditada pelo pH, pela temperatura e pela abrasão do ambiente onde a peça vai trabalhar, e é feita dentro do acervo de construções antes de qualquer decisão de corte ou acabamento.

Qual fibra resiste a produtos de limpeza agressivos ou pH fora do neutro?

Cada polímero tem uma janela química própria, e o que resiste a ácido pode não resistir a alcalino ou a oxidantes de limpeza. Quando o ambiente é agressivo, o ensaio de resistência química do laboratório define a fibra antes da confecção.

Minha peça têxtil atual degrada em semanas. Por quê?

A causa mais comum é química ou temperatura fora da janela do polímero: a peça foi comprada pelo formato, não pelo ambiente. Reespecificar a fibra pelas condições reais de trabalho costuma resolver sem mudar o desenho.

A Remae confecciona capas sob medida para equipamentos e carrinhos?

Sim. A capa é cortada sobre as medidas do equipamento real, com tecido escolhido pelo que ela precisa suportar (pó, respingos, atrito, temperatura). Medidas do equipamento e condições de uso são o que a Remae precisa receber para especificar.

A Remae desenvolve um tecido novo para a minha aplicação?

O que se desenvolve por pedido é a peça, com o tecido escolhido no acervo já existente. Tecer um artigo têxtil inédito é possível, mas depende de volume: só se justifica a partir de uma quantidade que a tecelagem consiga programar, e isso se avalia caso a caso. Na maior parte das aplicações a combinação certa de fibra, construção e acabamento já existe no acervo, e o desenvolvimento fica na confecção.

O que preciso enviar para orçar um desenvolvimento?

Medidas ou desenho da peça, a peça atual se ela existir, e as condições de uso: material em contato, química do ambiente, temperatura e solicitação mecânica. Com isso a Remae devolve a especificação do tecido e a proposta de confecção.

Orçamento sob medida

Envie as medidas, um desenho ou a própria peça atual, junto com as condições de uso: material em contato, química do ambiente, temperatura e esforço mecânico. Com isso a Remae devolve a especificação do tecido, escolhido no acervo, e a proposta de confecção para a sua peça.

Quanto mais completo o que chega, mais direta é a resposta. Fotos do equipamento, a peça atual em uso e o histórico de troca ajudam tanto quanto as medidas. E quando o desenvolvimento envolve filtração e o caso pede medição, a Remae propõe o ensaio de laboratório, e aí entra a amostra de 5 a 20 litros do material.

Ensaio com a sua amostra antes da troca

Com uma amostra de 5 a 20 litros, o laboratório da Remae reproduz o seu caso e mede umidade de torta, vazão, qualidade do filtrado e liberação — o número sai antes de você decidir.

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