Bolsas para centrífuga

Bolsas para centrífuga são os elementos filtrantes que revestem o cesto da centrífuga. Retêm os sólidos durante a rotação e deixam passar o líquido. A Remae confecciona bolsas sob medida para cada cesto e processo, nas etapas de secagem, separação, clarificação, extração, purificação e refino das indústrias química, farmacêutica e alimentícia, entre outras.

Como a bolsa trabalha: o tecido reveste a parede interna do cesto. Na rotação, a força centrífuga empurra o líquido através da bolsa e os sólidos ficam retidos na superfície, formando a torta. O ciclo se fecha com a lavagem e a descarga, e a bolsa volta a receber carga.

Como escolher a bolsa certa

A especificação parte do que vai dentro do cesto e de como o equipamento trabalha. Pesam o produto e a granulometria dos sólidos (em especial o teor de finos), o pH e a temperatura do licor, a abrasividade e o ciclo da centrífuga (carga, centrifugação, lavagem e descarga). Cada variável empurra o tecido numa direção, e o equilíbrio certo retém o cristal sem alongar o ciclo.

A química do processo define a fibra antes de qualquer outra escolha. Poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos têm janelas distintas de pH e temperatura. Fora da faixa, o tecido degrada em semanas e a bolsa falha muito antes da vida útil esperada.

Definida a fibra, a construção fecha a conta: monofilamento descarrega melhor a torta e colmata menos; multifilamento e fibra cortada retêm mais finos e entregam um líquido mais límpido; construções mono-multi combinam os dois comportamentos. É a mesma lógica que a Remae aplica em lonas de filtro prensa e esteiras, mudando o equipamento e o esforço mecânico do ciclo.

Como a Remae chega à especificação

Uma bolsa bem especificada trabalha a favor do processo inteiro: torta mais seca, menos finos no licor, menos paradas para troca. O ponto de partida são os dados do processo. Com produto, granulometria, pH e temperatura do licor, dimensões do cesto e ciclo de trabalho, a Remae responde com a especificação da bolsa, escolhendo fibra, construção e acabamento pelo que a aplicação exige de retenção, qualidade do filtrado e desprendimento da torta.

Quando o caso pede (produto fora do usual, ou quando você quer o número do seu processo antes de investir na troca), a Remae propõe o ensaio de laboratório com a sua amostra. É aí que entram os 5 a 20 litros do produto real, sobre os quais o laboratório compara os tecidos candidatos ao que está em uso.

O laboratório dispõe de centrífuga de cesto piloto, que reproduz a operação com o seu material. Vale a ressalva: o ensaio em escala de laboratório não reproduz a escala industrial — o que ele entrega é uma estimativa confiável para comparar tecidos e orientar a especificação, não o desempenho exato da sua máquina.

Não sabe qual tecido o seu produto pede? Envie os dados do processo. A Remae responde com a especificação da bolsa e propõe o ensaio quando o caso pede o número do seu material.

Confecção sob medida: tecidos, formatos e acessórios

A bolsa é dimensionada pelo cesto. Dimensão, formato, costura e fixação são definidos pelo modelo da centrífuga e pelo ciclo de trabalho. A Remae confecciona sob medida, com o tecido escolhido no acervo de mais de 300 construções de tecido próprias, atendendo à especificação do seu processo ou à do fabricante do equipamento.

Conforme a aplicação, as bolsas recebem alças de elevação, sistema de válvula de descarga e reforços nas áreas de maior atrito e abrasão, que são os pontos de falha mais frequentes.

Por que especificar com a Remae

A bolsa sai de quem tece o tecido. A Remae mantém tecelagem, confecção e laboratório próprios em São Paulo desde 1956, o que permite ajustar fibra, construção e confecção ao seu cesto em vez de adaptar a operação a um item pronto. É essa estrutura, somada a mais de 3 mil clientes atendidos com elementos filtrantes validados em processo, que sustenta a recomendação, da lona de filtro prensa à bolsa do seu cesto. Quando o caso exige medição, o laboratório compara o tecido em uso com os candidatos sobre o seu material antes da troca.

Perguntas frequentes

Qual tecido usar na bolsa da minha centrífuga de cesto?

Depende do produto, da granulometria dos sólidos, do pH e da temperatura do licor e do ciclo da centrífuga. A química define a fibra; a granulometria e a descarga definem a construção (mono, multi, fibra cortada ou mono-multi). Com esses dados a Remae devolve a especificação e, quando o caso pede, propõe o ensaio com a amostra real do seu material.

Minha bolsa rasga cedo ou descostura. Qual a causa?

As causas mais comuns são fibra fora da janela química ou térmica do processo (o tecido degrada e perde resistência), atrito em pontos sem reforço e costura ou formato mal dimensionados para o esforço do ciclo. A solução combina fibra correta, reforços nas áreas de abrasão e confecção dimensionada ao cesto. Em construções compatíveis, a solda ultrassônica substitui a costura e elimina os furos de agulha, que são o ponto preferencial de rasgo.

A torta gruda e não descarrega da bolsa. É o tecido ou a operação?

Pode ser os dois. Do lado do tecido, monofilamento e acabamento calandrado (superfície mais lisa) melhoram o desprendimento; do lado da operação, tempo de centrifugação e sistema de descarga também pesam. O ensaio comparativo isola a contribuição do tecido antes de mexer no processo.

A bolsa está deixando passar cristais ou finos para o licor. Como subir a retenção sem matar o ciclo?

Retenção e vazão puxam em direções opostas: fechar demais o tecido segura os finos, mas alonga o ciclo. Construções em multifilamento ou fibra cortada retêm mais sem necessariamente sacrificar a permeabilidade. O ponto de equilíbrio do seu produto sai dos dados do processo e, quando o caso pede, do ensaio com a sua amostra.

Qual formato e costura para o meu cesto?

A Remae confecciona por equipamento: dimensões do cesto, tipo de fixação, alças de elevação, válvula de descarga e reforços onde o seu ciclo exige. Basta informar o modelo da centrífuga ou as dimensões do cesto, ou seguir a especificação do fabricante do equipamento.

Orçamento sob medida

Envie os dados do seu processo: produto, granulometria dos sólidos, pH e temperatura do licor, modelo ou dimensões do cesto e tipo de descarga. Com isso a Remae devolve a especificação da bolsa (fibra, construção, acabamento e confecção para o seu cesto).

Quanto mais completo o que chega, mais direta é a resposta: fotos da centrífuga, da bolsa em uso e o histórico de troca ajudam tanto quanto os números. E quando o caso pede medição, a Remae propõe o ensaio de laboratório, e aí entra a amostra de 5 a 20 litros do produto.

Ensaio com a sua amostra antes da troca

Com uma amostra de 5 a 20 litros, o laboratório da Remae reproduz o seu caso e mede umidade de torta, vazão, qualidade do filtrado e liberação — o número sai antes de você decidir.

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