Bags de secagem e cestos de decantação

Bags de secagem e cestos de decantação são a mesma peça — um saco filtrante que transforma uma caixa d’água, bombona ou tanque comum num sistema de desaguamento. O efluente é carregado no saco, os sólidos ficam retidos e o líquido atravessa o próprio tecido por gravidade, escoando pelo fundo do recipiente. Os dois nomes convivem porque cada operação chama a peça de um jeito; o produto é um só.

O método serve a qualquer operação que precise separar sólido de líquido em batelada sem investir em equipamento de filtração — efluentes industriais em geral, com a galvanoplastia, os processos químicos e o corte de pedra entre os casos mais frequentes. Onde há sólido para reter e líquido para escoar, o bag resolve com o recipiente que a planta já tem.

Como funciona

O sistema dispensa instalação dedicada. Um recipiente já existente na planta (caixa d’água, bombona ou outro tanque), com saída no fundo, recebe o saco de tecido filtrante, fixado à borda superior por parafusos, amarração ou abraçadeira. O efluente é carregado por cima; os sólidos ficam retidos no interior do saco e o líquido atravessa o tecido por gravidade — não há válvula nem qualquer mecanismo na peça —, saindo pela drenagem do recipiente.

Quando o bag enche, os sólidos desaguados são removidos manualmente e destinados conforme a exigência do resíduo. Após a lavagem, o próprio bag volta ao serviço.

Como escolher o tecido do bag

Quem define o tecido é o que passa pelo bag; o recipiente define a confecção. Três variáveis mandam na especificação:

Química e temperatura. Banhos de galvanoplastia ácidos ou alcalinos, efluentes de processos químicos, água de corte de pedra e soluções de processo em geral têm químicas muito diferentes. Poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos têm janelas distintas de pH e temperatura, e fora da faixa o tecido degrada em semanas. A química do efluente define a fibra antes de qualquer outra escolha.

Granulometria dos sólidos. Tecido mais fechado retém finos e entrega líquido mais límpido, mas drena mais devagar e colmata antes; tecido mais aberto drena rápido ao custo de passagem de sólidos. A escolha equilibra retenção e drenagem para o sólido real do seu processo.

Rotina de operação. Volume por batelada, frequência de descarga e lavagem entram na conta. O bag é um elemento reutilizável, e a construção certa é a que sobrevive a esse ciclo.

A escolha se resolve pelos dados. Envie a composição do efluente, o sólido presente e o volume por batelada, e a Remae responde com a especificação do tecido e da peça. Quando o caso pede (efluente fora do usual, ou quando você quer o comportamento do seu processo medido antes de investir na troca), a Remae propõe o ensaio de laboratório com a sua amostra, que mede retenção de sólidos, limpidez do líquido drenado e comportamento de colmatação.

Confecção sob medida

O bag é dimensionado pelo seu recipiente: formato, diâmetro e profundidade conforme a caixa d’água, bombona ou tanque, com o acabamento de borda para o tipo de fixação usado (parafusos, amarração ou abraçadeira). O que se confecciona sob medida é a peça. O tecido sai de um acervo de mais de 300 construções de tecido próprias, tecidas em São Paulo, o mesmo acervo que atende filtro prensa, centrífugas e filtros a vácuo.

Por que especificar com a Remae

O bag sai de quem tece o tecido. A Remae mantém tecelagem, confecção e laboratório próprios em São Paulo desde 1956, o que permite ajustar fibra, construção e formato ao seu recipiente e ao seu efluente. Quando o caso exige medição, o laboratório ensaia o efluente real contra os tecidos candidatos antes da compra. São mais de 3 mil clientes atendidos, de oficinas de galvanoplastia e marmorarias a plantas de mineração.

Perguntas frequentes

Qual tecido usar para efluente de galvanoplastia (banhos ácidos ou alcalinos)?

Depende da química do banho. Cada fibra (poliéster, polipropileno, poliamida e blends técnicos) tem uma janela de pH e temperatura, e fora dela o tecido degrada em semanas. Informe a composição do efluente, com pH e temperatura de trabalho, e a Remae define a fibra antes de qualquer discussão de construção. Em banho agressivo ou pouco usual, propõe o ensaio de resistência química com a sua amostra.

Que tipos de efluente o bag atende?

Efluente industrial em geral, desde que o serviço seja reter sólido e escoar líquido em batelada. Os casos mais frequentes são banhos e resíduos de galvanoplastia, efluentes de processos químicos e a água de corte de mármore e granito. O que decide a especificação não é o setor, e sim a combinação de química do líquido, granulometria do sólido e volume por batelada — são essas três variáveis que definem a fibra e a construção do tecido.

O líquido está saindo turvo, com sólidos — o que checar?

Três suspeitos, nesta ordem: tecido aberto demais para a granulometria do sólido, fixação mal vedada na borda do recipiente (o efluente passa por fora do bag) e rasgo ou costura comprometida por química fora da faixa da fibra. O primeiro é o mais comum e se resolve pela construção: com os dados do sólido a Remae indica o tecido mais fechado adequado e, quando o caso pede, confirma no comparativo com a sua amostra antes da troca.

O bag está drenando devagar demais — é o tecido?

Pode ser tecido fechado demais para o sólido, ou colmatação acumulada por lavagem insuficiente entre bateladas. Antes de trocar, vale revisar a rotina de lavagem; se a drenagem lenta persistir com o bag limpo, o ajuste é na construção do tecido. Retenção e drenagem se equilibram na especificação, confirmada em ensaio quando o caso pede.

O bag pode ser lavado e reutilizado?

Sim. Esse é o desenho do sistema: os sólidos são removidos manualmente e, após a lavagem, o bag volta ao serviço. A vida útil depende da compatibilidade química entre fibra e efluente e do cuidado na remoção da torta; a espátula de polietileno da Remae remove sólidos sem danificar o tecido.

Bag de secagem resolve ou preciso de um filtro prensa?

Para volumes pequenos e descarga em batelada, o bag desagua por gravidade com investimento mínimo (sem bomba de alta pressão, sem estrutura dedicada). Quando o volume cresce ou o processo exige torta mais seca e ciclo contínuo, o degrau seguinte é a filtração a pressão. A Remae atende os dois casos: envie o volume por batelada, o sólido e a umidade que o resíduo precisa atingir, e a resposta vem com a especificação do elemento filtrante para o caminho que couber. Quando a decisão depende de medição, a Remae propõe o ensaio com a sua amostra.

Orçamento

Envie os dados do seu processo: tipo de efluente, pH, temperatura, sólidos presentes, recipiente disponível e volume por batelada. Com isso a Remae devolve a especificação do bag (fibra, construção e confecção sob medida para o seu recipiente).

Quanto mais completo o que chega, mais direta é a resposta: fotos do recipiente, do bag em uso e o histórico de troca ajudam tanto quanto os números. E quando o caso pede medição, a Remae propõe o ensaio de laboratório, e aí entra a amostra de 5 a 20 litros do efluente.

Ensaio com a sua amostra antes da troca

Com uma amostra de 5 a 20 litros, o laboratório da Remae reproduz o seu caso e mede umidade de torta, vazão, qualidade do filtrado e liberação — o número sai antes de você decidir.

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